Aqui
fica o convite pelo Dinamizador do Circulo João Cunha "Vamos
construir um secador solar, para frutas e legumes. Formador:
Werner Breidert. Vamos
todos aprender a construir um secador solar, a partir de um modelo,
que o Werner irá construir. O
Werner irá também entregar aos participantes fotocópias com os
planos e as instruções de construção do secador solar, que depois
cada participante poderá reproduzir em casa, adaptando às suas
necessidades e ás medidas que deseja . O
Workshop é gratuito porque o Werner recusa-se a receber qualquer
pagamento em dinheiro. Eu insisti bastante, mas ele quando muito
aceitou receber de cada participante uma "prenda" com
qualquer coisa que cada um queira oferecer pelo seu trabalho ( frutos
ou legumes da horta, uma peça de artesanato, qualquer coisa que cada
um de nós julgue adequado a um artesão/artista, que ele
verdadeiramente é). Ele
disse-me que fazia o workshop pelo prazer da partilha, da troca de
saberes e experiências. Apenas as fotocópias deverão ser pagas,
como é evidente. O
primeiro dia será o mais importante, mas ele insistiu em fazer o
workshop em 2 dias, porque entende que 1 dia só não é suficiente
para terminar tudo. As
refeições (almoços dos 2 dias) poderão ser partilhados, como nós
geralmente fazemos ou se alguém quiser, pode-se marcar almoço na
pizaria lá da Pedralva."
Data:
27
e 28 de Fevereiro Local: Pedralva,
Carrapateira
Em Janeiro escolhemos conhecer e mimar o Chícharo. Pedimos que partilhassem conosco histórias, receitas, dicas de cultivo, musicas... sobre esta maravilhosa leguminosa e agora aqui está o resultado de tudo o que nos enviaram
Gratidão a Tod@s
“o
Janeiro já é chichareiro” mas “De chícharos quem quiser
mil, semeie-os em Abril”.
Nome
científico “Lathyrus
sativus”
Família
das “Fabáceas” ou leguminosas e subfamília das “papilionadas”,
com
corola papilionácea, ou seja, corola irregular
de cinco pétalas desiguais com alguma semelhança com uma borboleta
de asas abertas. Ainda
que persistam dúvidas sobre a sua origem, são várias as indicações
de que será proveniente do Médio Oriente, supondo-se que foi
introduzido em Portugal pelo Sul, onde se encontra a maior zona de
cultivo, expandindo-se, de seguida, para as Beiras.
Hoje
são uma das leguminosas típicas das serras de Sicó-Alvaiázere.
Recurso
precioso dos mais pobres na década de 30-40 do século passado,
o
chícharo, apesar de não ser conhecido pelos mais jovens, está de
regresso,
para
deleite dos saudosos deste manjar.
Em
Alvaiázere e em Santa Catarina da Serra (Leiria),
realizam-se
anualmente Festivais do Chícharo
e
em 2010 foi criada a Confraria do Chícharo.
Muitas
vezes confundido com o tremoço e até com o grão-de-bico,
Os
gregos chamavam-lhe “lathyrus” e os romanos “circula”.
Do
Latim “cicer”, em Itália denomina-se “cicerchia”,
em
França “gesse”,
na
Alemanha “platersben”,
na
Inglaterra “vetchlings”
e
em Espanha “almorta”.
Por
cá é chícharo ou mais vulgarmente “Xíxaras”.
Nalguns
locais designa-se por chícharo o feijão frade.
A
semelhança visual com o tremoço leva a algumas confusões.
A
este propósito D. Lurdes proprietária da pastelaria Nabão em
Ansião,
conta
uma história passada nos anos 50
em
que a esposa de um veterinário colocado em Ansião,
desconhecedora
de tal alimento mas conhecendo o tremoço,
vê
a família da D. Lurdes a comer chícharos com “couves miudinhas”
e
comenta com grande tristeza com o marido o facto
de
as pessoas serem tão pobres que comem tremoços com couves.
Pela
associação à pobreza e com alternativas alimentares,
o
cultivo e consumo caíram em desuso.
Revitalizaram-se
nos últimos anos com aplicações inovadoras
como
purés, pudim, tartes e licores,
além
das já famosas Migas de chícharo ou da Chicharada.
Esteve
ainda em destaque nas “7 Maravilhas da Gastronomia”
De
paladar agradável e requintado, ricos em flavonóides, proteínas,
hidratos de carbono e sais minerais, são apetecidos por
vegetarianos, vegans e macrobióticos, fazendo parte do grupo de
leguminosas que se podem consumir em fresco ou secas.
Na
altura das Invasões francesas (em Espanha)
foi
dos poucos alimentos disponíveis.
O
pintor espanhol Goya retrata na colecção “Disastres de la
guierra”
o
quadro “Gracias a la almorta” que demonstra a importância
das
papas de chícharo.
O
seu consumo contínuo pode produzir uma
intoxicação
denominada latirismo,
que
pode afetar tanto o homem como os animais,
caracterizada
por tremores, paraplegia e parestesias.
Tal
intoxicação, devida à presença de certos aminoácidos
neurotóxicos,
afetou
a população espanhola durante a grande fome
que
se seguiu à guerra civil espanhola.
O
chícharo apresenta um grão/semente de forma quadrangular achatada e
de cor clara que se encontra protegido no interior de vagens grossas,
contendo três a quatro sementes cada.
Leguminosa
anual, prostrada ou trepadora, com flor de cor branco-azulada, é
considerada como melhoradora e regeneradora do solo, uma vez que o
enriquece em azoto, através da simbiose com a bactéria rizóbio.
propaga-se
por sementeira no local definitivo.
Não
precisa de se preocupar muito com a escolha do solo para o semear,
uma
vez que esta cultura se adapta facilmente a solos pobres e secos,
ligeiros, permeáveis e calcários, fugindo dos terrenos húmidos e
compactos.
Pode
até efectuar a sementeira por entre as árvores do seu quintal ou
num canto menos apropriado para culturas mais exigentes e aproveitar
as vantagens da adubação azotada que a planta lhe oferece.
A
época de sementeira decorre de Fevereiro a Abril,
tendo
o ciclo cultural uma duração de cerca de 100-120 dias.
Recomenda-se
a sementeira em linhas distanciadas entre si
cerca
de 30-40cm e 10-15cm entre plantas na linha.
A
profundidade de sementeira deve rondar os 5cm.
Diz
a sabedoria popular que
“o
Janeiro já é chichareiro”
mas
“De chícharos quem quiser mil,
semeie-os
em Abril”
Não
exige grandes cuidados, devendo ter em atenção ás ervas que possam
surgir antes de a cultura estar instalada, removendo-as manualmente
ou com a ajuda de um sacho.
Resistente
à seca, a cultura desenvolve-se com a água disponibilizada pela
chuva.
No
entanto, se o tempo decorrer muito seco regue, mas não encharque o
solo.
Para
consumir o chícharo em fresco, proceda à colheita das vagens quando
o grão/semente se encontrar no estado pastoso, à medida das suas
necessidades.
Caso
pretenda consumir o chícharo seco, deixe o ciclo vegetativo terminar
e quando as vagens se encontrarem secas colha as plantas e coloque-as
ao sol até ficarem estaladiças.
Muitas
irão deixar cair naturalmente a semente, devendo as restantes ser
descascadas de forma a retirar a semente. Depois de limpa, sujeite a
semente a exposição solar intensa durante dois-três dias de forma
a ficar bem seca e a poder ser conservada para consumo durante o
inverno.
Esta
bela leguminosa é usada também como suplemento ou reforço na
alimentação de animais, a par com as favas, em períodos de
reprodução ou de trabalho desgastante.
partilhamos
convosco o convite para participarem no
2º
Encontro do Circulo de Sementes de Palmela-Setúbal
Desta
vez será na lindíssima Casa da Salamandra :D
Apareçam!!!
Juntem-se
a nós, na Casa da Salamandra, para o 2º encontro do Círculo de
Sementes na zona Palmela-Setúbal. Desejamos
que seja mais um passo para a consolidação deste Círculo nesta
zona. Este
convite estende-se a quem cuida da terra e das sementes e a quem tem
interesse em participar activamente na preservação dinâmica deste
património genético, como base fundamental para a protecção da
Biodiversidade, a Liberdade Alimentar, a Saúde e a Autonomia.
Programa:
10h-13h-
Encontro e apresentação do espaço. Criar
um plano para melhoria da horta da Salamandra, em formato de partilha
de conhecimentos e ideias (dinamizado por Rita Alegria).
13h-15h-
Almoço partilhado.
15h-17h-
Trabalhos na horta. Conversa
sobre grupos de consumo alimentar (dinamizada por Marcos Gaia)
17h-19h-
Lanche partilhado. Círculo
de Sementes: -
Apresentação de pessoas novas no Círculo; -
Reflexão sobre este Círculo, o seu nome, os seus objectivos e como
atingi-los; -
Dinâmicas futuras; -
Troca de sementes.
19h-24h-
Jantar partilhado. Celebração junto à fogueira!
Trazer: Refeições
para partilhar (Almoço, lanche e jantar); Sementes
para trocar; Agasalhos. Quem
quiser pode trazer Instrumentos musicais para o convívio à noite
:-)
para
o seu próximo encontro de Circulo que desta vez será no formato de
jantar
"Caros
Amigos, De
acordo com o combinado na reunião, que ocorreu depois da Ajudada do
passado dia 12 de Dezembro, vai realizar-se um encontro no próximo
dia
9 de Janeiro de 2016, a partir das 18:00 na Quinta de S. José,
com a seguinte ordem de "trabalhos" : 1.
Organização do Encontro Nacional da Rede de Círculos de Sementes 2.
Participação na próxima ExpoMora 3.
Outros assuntos 4.
Jantar partilhado. Assim,
e porque os temas envolvem o futuro próximo do nosso circulo mas
também a nossa participação na Encontro Nacional é importante
estarmos presentes. Ficamos
à vossa espera! Votos
de um ANO NOVO de 2016 cheio de "sementinhas" de Saúde,
Amor, Entreajuda e Amizade."
do Circulo de Sementes de Mora PermaPartilha
de Saberes e Haveres
"O
Encontro/Ajudada em casa da Amália e do Pedro, na Quinta das Casas
Novas, foi fantástico. Começou cerca das 9:30. A Frederica e a Pepa
organizaram as tarefas e os grupos de trabalho e as actividades na horta
foram concluídas por voltas das 16 horas, sempre em aprendizagem e num
ambiente de boa disposição. Interrompemos para um óptimo almoço
partilhado, com petiscos e boa conversa.
Após
o lanche, começámos a reunião, que vamos resumir:
1.
A Frederica informou que o 3º Encontro Nacional dos Círculos de
Sementes será nos dias 10, 11 e 12 de Junho. O Encontro será em
Mora e os presentes concordaram com alegria e logo apresentaram
sugestões para a Festa.
Sendo o Circulo de Sementes da Região de Mora o anfitrião deste evento - com participação activa no planeamento, organização e logística - foi sugerido pelo Pedro Vieira que a Eunice Rodrigues faça a ligação entre os vários envolvidos no evento e a Rede Nacional de Círculos. Ficou combinado o agendamento de uma reunião acerca deste assunto, para estruturação do evento e distribuição de tarefas.
2.
No dia 9
de Janeiro haverá um jantar partilhado
para celebrar o novo ano, que será na Quinta
de São José, a partir das 18 horas.
3.
A Frederica e a Pepa partilharam algumas das suas experiências e
aventuras na Índia (soube a pouco!).
As
despedidas fizeram-se com muitos sorrisos e abraços!
Nota:
a Margarida Rosa Dias e a Isabel Barbosa da Costa formalizaram a
inscrição no Circulo de Sementes da Região de Mora. As
culturas que vão cuidar e partilhar são: meloa, melancia e melão.
Outros Amigos levaram as fichas de inscrição para preencher.