2016 é o Ano Internacional das Leguminosas.
Em Janeiro escolhemos conhecer e mimar o Chícharo.
Pedimos que partilhassem conosco
histórias, receitas, dicas de cultivo, musicas...
sobre esta maravilhosa leguminosa
e agora aqui está o resultado de tudo o que nos enviaram
Gratidão a Tod@s
Pedimos que partilhassem conosco
histórias, receitas, dicas de cultivo, musicas...
sobre esta maravilhosa leguminosa
e agora aqui está o resultado de tudo o que nos enviaram
Gratidão a Tod@s
“o Janeiro já é chichareiro”
mas “De chícharos quem quiser mil,
semeie-os em Abril”.
Nome
científico “Lathyrus
sativus”
Família
das “Fabáceas” ou leguminosas e subfamília das “papilionadas”,
com corola papilionácea, ou seja, corola
irregular de cinco pétalas desiguais com alguma semelhança com uma borboleta de asas abertas.
Ainda que persistam dúvidas sobre a sua origem, são várias as indicações de que será proveniente do Médio Oriente, supondo-se que foi introduzido em Portugal pelo Sul, onde se encontra a maior zona de cultivo, expandindo-se, de seguida, para as Beiras.
com corola papilionácea, ou seja, corola
irregular de cinco pétalas desiguais com alguma semelhança com uma borboleta de asas abertas.
Ainda que persistam dúvidas sobre a sua origem, são várias as indicações de que será proveniente do Médio Oriente, supondo-se que foi introduzido em Portugal pelo Sul, onde se encontra a maior zona de cultivo, expandindo-se, de seguida, para as Beiras.
Hoje
são uma das leguminosas típicas das serras de Sicó-Alvaiázere.
Recurso
precioso dos mais pobres na década de 30-40 do século passado,
o
chícharo, apesar de não ser conhecido pelos mais jovens, está de
regresso,
para
deleite dos saudosos deste manjar.
Em
Alvaiázere e em Santa Catarina da Serra (Leiria),
realizam-se
anualmente Festivais do Chícharo
e
em 2010 foi criada a Confraria do Chícharo.
Muitas
vezes confundido com o tremoço e até com o grão-de-bico,
Os
gregos chamavam-lhe “lathyrus” e os romanos “circula”.
Do
Latim “cicer”, em Itália denomina-se “cicerchia”,
em
França “gesse”,
na
Alemanha “platersben”,
na
Inglaterra “vetchlings”
e
em Espanha “almorta”.
Por
cá é chícharo ou mais vulgarmente “Xíxaras”.
Nalguns
locais designa-se por chícharo o feijão frade.
A
semelhança visual com o tremoço leva a algumas confusões.
A
este propósito D. Lurdes proprietária da pastelaria Nabão em
Ansião,
conta
uma história passada nos anos 50
em
que a esposa de um veterinário colocado em Ansião,
desconhecedora
de tal alimento mas conhecendo o tremoço,
vê
a família da D. Lurdes a comer chícharos com “couves miudinhas”
e
comenta com grande tristeza com o marido o facto
de
as pessoas serem tão pobres que comem tremoços com couves.
Pela
associação à pobreza e com alternativas alimentares,
o
cultivo e consumo caíram em desuso.
Revitalizaram-se
nos últimos anos com aplicações inovadoras
como
purés, pudim, tartes e licores,
além
das já famosas Migas de chícharo ou da Chicharada.
Esteve
ainda em destaque nas “7 Maravilhas da Gastronomia”
De
paladar agradável e requintado, ricos em flavonóides, proteínas,
hidratos de carbono e sais minerais, são apetecidos por
vegetarianos, vegans e macrobióticos, fazendo parte do grupo de
leguminosas que se podem consumir em fresco ou secas.
Na
altura das Invasões francesas (em Espanha)
foi
dos poucos alimentos disponíveis.
O
pintor espanhol Goya retrata na colecção “Disastres de la
guierra”
o
quadro “Gracias a la almorta” que demonstra a importância
das
papas de chícharo.
O
seu consumo contínuo pode produzir uma
intoxicação
denominada latirismo,
que
pode afetar tanto o homem como os animais,
caracterizada
por tremores, paraplegia e parestesias.
Tal
intoxicação, devida à presença de certos aminoácidos
neurotóxicos,
afetou
a população espanhola durante a grande fome
que
se seguiu à guerra civil espanhola.
O
chícharo apresenta um grão/semente de forma quadrangular achatada e
de cor clara que se encontra protegido no interior de vagens grossas,
contendo três a quatro sementes cada.
Leguminosa
anual, prostrada ou trepadora, com flor de cor branco-azulada, é
considerada como melhoradora e regeneradora do solo, uma vez que o
enriquece em azoto, através da simbiose com a bactéria rizóbio.
propaga-se
por sementeira no local definitivo.
Não
precisa de se preocupar muito com a escolha do solo para o semear,
uma
vez que esta cultura se adapta facilmente a solos pobres e secos,
ligeiros, permeáveis e calcários, fugindo dos terrenos húmidos e
compactos.
Pode
até efectuar a sementeira por entre as árvores do seu quintal ou
num canto menos apropriado para culturas mais exigentes e aproveitar
as vantagens da adubação azotada que a planta lhe oferece.
A
época de sementeira decorre de Fevereiro a Abril,
tendo
o ciclo cultural uma duração de cerca de 100-120 dias.
Recomenda-se
a sementeira em linhas distanciadas entre si
cerca
de 30-40cm e 10-15cm entre plantas na linha.
A
profundidade de sementeira deve rondar os 5cm.
Diz
a sabedoria popular que
“o
Janeiro já é chichareiro”
mas
“De chícharos quem quiser mil,
semeie-os
em Abril”
Não
exige grandes cuidados, devendo ter em atenção ás ervas que possam
surgir antes de a cultura estar instalada, removendo-as manualmente
ou com a ajuda de um sacho.
Resistente
à seca, a cultura desenvolve-se com a água disponibilizada pela
chuva.
No
entanto, se o tempo decorrer muito seco regue, mas não encharque o
solo.
Para
consumir o chícharo em fresco, proceda à colheita das vagens quando
o grão/semente se encontrar no estado pastoso, à medida das suas
necessidades.
Caso
pretenda consumir o chícharo seco, deixe o ciclo vegetativo terminar
e quando as vagens se encontrarem secas colha as plantas e coloque-as
ao sol até ficarem estaladiças.
Muitas
irão deixar cair naturalmente a semente, devendo as restantes ser
descascadas de forma a retirar a semente. Depois de limpa, sujeite a
semente a exposição solar intensa durante dois-três dias de forma
a ficar bem seca e a poder ser conservada para consumo durante o
inverno.
Esta
bela leguminosa é usada também como suplemento ou reforço na
alimentação de animais, a par com as favas, em períodos de
reprodução ou de trabalho desgastante.
Video
de ForSerra - Santa Catarina da Serra
Produção
e edição: ForSerra / Miguel Marques
Algumas
receitas de pratos com Chicharo






